“Eu não abria porta para estranhos, por isso ela vivia trancada… Até que uma bela menina bateu em minha porta, e quando olhei sobre o pequeno buraco que havia, vi os seus olhos castanhos que cativaram-me. Abri a porta sem pestanejar! E então a menina, sem mais nem menos saiu porta fora. Sem dizer por quê, deixou-me. E desde que ela se foi pus trincas e cadeados, para que ninguém mais entre porta à dentro e deixe a casa desarrumada, porque sempre que alguém se vai eu tenho que arrumar tudo sozinha.”
“Às vezes sinto-me egoísta por não querer ver-te nos braços de outro. Sinto muito por não ser compreensiva quanto pareço ser, sinto de verdade… Mas saiba que apesar desse meu egoísmo quero ver-te feliz, mesmo que me doa, mesmo que eu tenha que prender-me dentro do porão que há d’baixo de minha casa, para que eu não “atrapalhar” a sua felicidade… Ah querida, não sabes como está sendo difícil segurar-me aqui, porque tenho vontade de fugir de minha casa para ir ao teu encontro. Encontro no qual haverá somente eu, porque você meu amor, não vem a meu encontro como antes, porque teus afagos já não são para mim. Para muitos ao meu redor o que sinto é impossível, mas somente eu e você sabemos como todos os dias nos fazíamos bem uma a outra, durante muito tempo. Tempo que acabou. Nosso amor acabou… Mas não para mim.
Perco-me neste texto totalmente fora do contexto, ou palavras bonitas. É isso que sou longe de você, uma desvairada. Que anda, anda e anda sem ter para onde ir, sem rumo, sem vontades, sem amor, sem você… Uma perdida. Mas o amor é isso mesmo, meu bem. Há obstáculos que a vida impõe, há momentos bons e ruins, mas se há amor… Nada, nem mesmo os obstáculos fazem-o acabar.”
—
Suzane Marques - uma desvairada, que vive fora do contexto… Porque sem o amor, sem você, sou somente isso. (via
prisioneiro-da-morte)